Tudo começa como é de costume, um momento com a mente vazia e você resolve pensar na vida, isso é muito complexo porque o assunto é complexo. E ela resolve fazer essa revisão bem no dia do seu aniversário, não foi o dia mais feliz da sua minha vida ela mal conseguia se sentir a vontade nesse “dia só dela”, só queria que ele acabasse logo. Estranho este comportamento porque no fundo celebrar é meio que o seu sobrenome já que ela gosta de um agito e de compartilhar com os seus. Cabisbaixa, a única conclusão que faz sentido é que ela perdeu toda a vontade de celebrar, que agora ela é como a maioria das pessoas que celebra por celebrar sem ter aquele sentimento especial, que agora, para ela é só uma lembrança.
Não tem como saber se foram vários os motivos para essa perda ou se algo único a deixou assim, ela tem visto muita coisa na qual acreditava desmoronar, não dá pra apontar uma causa e deixar as demais de lado, todos são culpados. Agora que ela é alguém mais do que normal se sente como se tivesse nascido novamente, precisa se adaptar e torcer para que seja um sintoma passageiro e não algo fatal.
Outro dia ela me confidenciou que perdeu a fé no ser humano, que já desistiu de ajudar porque sempre, de alguma maneira, ela saia machucada no final o que não faz sentido já que o propósito de ajudar é fazer o melhor e não levar a pior. Tentei justificar dizendo que talvez ela venha ajudando pessoas erradas, pessoas que não querem ser ajudadas, que na verdade querem apenas ser vitimas e viverem como tais. Talvez... ela me respondeu, mas continuou dizendo que perdeu a confiança, e isso é muito difícil de readquirir, aí fiquei sem saber o que responder, provavelmente porque não há resposta.
Fato é que ela mudou, mudou com quem precisava e agora as pessoas estão estranhando essa nova pessoa que perdeu a fé no ser humano e que dificilmente confia em alguém e que se importa mais com ela agora, deixando um pouco que os outros aprendam sozinhos, que batam cabeças, que tropecem que se machuquem e que venham procurá-la.
23 julho, 2010
13 julho, 2010
Certezas

Mário Quintana
Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade. Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.
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