Tudo começa como é de costume, um momento com a mente vazia e você resolve pensar na vida, isso é muito complexo porque o assunto é complexo. E ela resolve fazer essa revisão bem no dia do seu aniversário, não foi o dia mais feliz da sua minha vida ela mal conseguia se sentir a vontade nesse “dia só dela”, só queria que ele acabasse logo. Estranho este comportamento porque no fundo celebrar é meio que o seu sobrenome já que ela gosta de um agito e de compartilhar com os seus. Cabisbaixa, a única conclusão que faz sentido é que ela perdeu toda a vontade de celebrar, que agora ela é como a maioria das pessoas que celebra por celebrar sem ter aquele sentimento especial, que agora, para ela é só uma lembrança.
Não tem como saber se foram vários os motivos para essa perda ou se algo único a deixou assim, ela tem visto muita coisa na qual acreditava desmoronar, não dá pra apontar uma causa e deixar as demais de lado, todos são culpados. Agora que ela é alguém mais do que normal se sente como se tivesse nascido novamente, precisa se adaptar e torcer para que seja um sintoma passageiro e não algo fatal.
Outro dia ela me confidenciou que perdeu a fé no ser humano, que já desistiu de ajudar porque sempre, de alguma maneira, ela saia machucada no final o que não faz sentido já que o propósito de ajudar é fazer o melhor e não levar a pior. Tentei justificar dizendo que talvez ela venha ajudando pessoas erradas, pessoas que não querem ser ajudadas, que na verdade querem apenas ser vitimas e viverem como tais. Talvez... ela me respondeu, mas continuou dizendo que perdeu a confiança, e isso é muito difícil de readquirir, aí fiquei sem saber o que responder, provavelmente porque não há resposta.
Fato é que ela mudou, mudou com quem precisava e agora as pessoas estão estranhando essa nova pessoa que perdeu a fé no ser humano e que dificilmente confia em alguém e que se importa mais com ela agora, deixando um pouco que os outros aprendam sozinhos, que batam cabeças, que tropecem que se machuquem e que venham procurá-la.
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